20 de março de 2026 - Tempo de leitura: 2 minutos
Segundo a pesquisa Real Choices, Real Lives da Plan International:
1) Vontade de participar, barreiras para ser ouvida
Ao longo dos 18 anos, as meninas expressaram desejo consistente de opinar e decidir, mas relataram pouco espaço para voz pública em casa, na escola e na comunidade – um freio direto à liderança juvenil.

2) Resistência já existe muitas vezes em silêncio
Metade das meninas resistiu a normas de gênero ao menos uma vez; porém, com frequência, de forma discreta/oculta por medo de sanções. Isso mostra potencial de liderança latente que floresce quando há apoio e proteção.

3) Tempo e energia: cuidado não remunerado reduz a participação
As meninas dedicam, em média, 5h15/dia a tarefas domésticas e de cuidado; essa sobrecarga diminui tempo para estudo, mobilização e engajamento cívico, especialmente na adolescência.

4) Segurança é pré‑condição para a voz
91% relataram experiências de violência até os 11 anos. Medos ligados à violência e ao assédio restringem a circulação e a presença de meninas em espaços públicos — afetando diretamente a participação social e política.

5) Apoio familiar e comunitário acende a liderança
Nos contextos em que famílias, escolas e líderes legitimaram a participação das meninas, cresceram a autoeficácia, a ambição e a atuação coletiva (clube, grêmio, ações comunitárias). Programas de mentoria e redes ampliaram esse efeito.
