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Tempo de leitura: 2 minutos

Gravidez na infância e na adolescência não é uma simples escolha individual.
É também desigualdade, violência e negação de direitos.
Uma realidade que afeta milhares de meninas no Brasil todos os anos.




A gravidez na infância e na adolescência é um desafio de saúde pública e de garantia de direitos no Brasil. Ela não acontece de forma isolada ou por “irresponsabilidade individual”.

Está profundamente ligada à violência sexual, à desigualdade de gênero, ao racismo, à pobreza e à falta de acesso a direitos.

Quando uma menina engravida, sua trajetória educacional, social e econômica pode ser profundamente comprometida.

Esta página reúne informações, dados, materiais educativos e caminhos para apoio e proteção.

LANÇAMENTO

Marcas do Tempo: Gravidez na Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil

v09_Digital - Sumário Executivo - Marcas do Tempo - Gravidez na Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil

Para compreender melhor os efeitos da gravidez na infância e na adolescência, a Plan International Brasil realizou uma pesquisa com mais de 1.500 jovens brasileiras.

O estudo comparou as trajetórias de vida de jovens que engravidaram antes dos 19 anos com as de jovens que não passaram por essa experiência.

Os resultados revelam impactos importantes nas trajetórias educacionais, econômicas, sociais e reprodutivas, mostrando que a maternidade precoce pode deixar marcas que atravessam diferentes fases da vida.

Principais Achados da Pesquisa

“Pontos percentuais” (pp) indicam a diferença direta entre percentuais. Por exemplo, “+24 pp fora da escola” significa que a taxa é 24 pp maior entre jovens que passaram por gravidez precoce em comparação com aquelas que não passaram por essa experiência

Educação

1
Meninas que engravidaram antes dos 19 anos têm 24 p.p. a mais de probabilidade de estar fora da escola.
O estudo indica que a maternidade na infância e na adolescência está associada ao aumento da evasão escolar, à redução da escolaridade e à queda nas expectativas educacionais de longo prazo.


O estudo indica que a maternidade na infância e na adolescência está associada ao aumento da evasão escolar, à redução da escolaridade e à queda nas expectativas educacionais de longo prazo.

TRABALHO E CUIDADO

2
A gravidez na infância e na adolescência eleva em 50 p.p. a perda de emprego ou de oportunidades na vida adulta.
O estudo indica que a maternidade na infância e na adolescência está associada ao aumento da evasão escolar, à redução da escolaridade e à queda nas expectativas educacionais de longo prazo.


O estudo indica que a maternidade na infância e na adolescência está associada ao aumento da evasão escolar, à redução da escolaridade e à queda nas expectativas educacionais de longo prazo.

RENDA

3
Jovens que engravidaram antes dos 19 anos
têm 22 p.p. a mais de probabilidade de viver em domicílios de baixa renda
O dado mostra que a gravidez precoce não apenas reflete desigualdades sociais já existentes, mas também pode aprofundar a vulnerabilidade econômica ao longo da vida.

ESTIGMA

4
3 em cada 4 meninas que engravidaram na infância ou na adolescência relataram ter sofrido preconceito repetidas vezes.
Escola, serviços de saúde, família e trabalho aparecem nos relatos como espaços onde muitas meninas enfrentam julgamento, exclusão e silenciamento.

DIREITOS E ACESSO

5
Meninas que engravidam em contextos de violência sexual enfrentam mais barreiras nos serviços de saúde e têm pouco acesso à interrupção legal da gravidez.
Segundo o estudo,
50% das meninas que engravidaram até os 14 anos não tiveram acesso ao aborto legal.

CASAMENTO E UNIÕES PRECOCES

6
A pesquisa também mostra que meninas que se tornam mães cedo tendem a entrar mais cedo em uniões e casamentos
Esse achado reforça
como gravidez, cuidado, casamento e perda de oportunidades podem se sobrepor na trajetória de meninas e adolescentes.

O que os dados revelam

Os dados mostram que a gravidez na infância e na adolescência não é um evento isolado. Ela pode afetar escola, renda, trabalho, cuidado, autonomia e proteção de direitos. Por isso, enfrentar esse problema exige informação, prevenção, acolhimento e políticas públicas capazes de garantir que meninas possam viver sua infância e adolescência com segurança, escolhas e futuro

O que é gravidez na infância e na adolescência?

A gravidez na infância e na adolescência ocorre quando uma menina ou adolescente engravida antes dos 19 anos.
Embora muitas vezes seja tratada como uma questão individual ou familiar, ela está frequentemente associada a fatores estruturais que limitam escolhas e comprometem trajetórias de vida.

Entre eles:

6

Violência sexual

1

Casamento infantil e uniões precoces

2

Pobreza e desigualdades sociais

3

Falta de acesso à informação

4

Barreiras ao acesso a métodos contraceptivo

5

Negação de direitos sexuais e reprodutivos

LP gravidez

O cenário no Brasil

Todos os anos, milhares de meninas se tornam mães no país.

A gravidez precoce afeta de forma desproporcional meninas negras, indígenas, periféricas e em situação de maior vulnerabilidade social.

Além disso, crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas de violência sexual no Brasil, com maior incidência entre meninas.

Esses dados mostram que a gravidez na infância e na adolescência não pode ser analisada de forma isolada.

Ela está inserida em contextos mais amplos de desigualdade e desproteção.

Por que isso importa?

Quando uma menina engravida, os impactos costumam ultrapassar a gestação e afertar diferentes dimensões da vida.

Educação

A gravidez precoce está associada à evasão escolar, à interrupção dos estudos e à redução das oportunidades educacionais futuras.

Trabalho e renda

A sobrecarga do cuidado pode limitar o acesso ao trabalho, aumentar a dependência econômica e restringir oportunidades profissionais.

Saúde e bem-estar

A maternidade precoce pode trazer impactos físicos, emocionais e sociais para meninas e adolescentes.

Direitos e proteção

Muitas meninas enfrentam dificuldades para acessar serviços, informações e direitos já garantidos por lei.

Projetos de vida

A gravidez precoce pode interromper planos, reduzir perspectivas de autonomia e limitar escolhas futuras.

Gravidez, violência e proteção

É importante reconhecer que muitas gestações na infância e na adolescência estão relacionadas a situações de violência sexual.Toda criança e todo adolescente têm direito à proteção integral.

Isso inclui:

  • Atendimento em saúde
  • Acompanhamento psicológico
  • Medidas protetivas
  • Informação adequada
  • Garantia dos direitos previstos em lei



Proteger meninas significa garantir que elas tenham acesso à informação, acolhimento e serviços de proteção

Gravidez, violêDireitos sexuais e direitos reprodutivosncia e proteção

Meninas e adolescentes têm direito:

  • À informação sobre saúde sexual e reprodutiva
  • Ao acesso a métodos contraceptivos
  • Ao planejamento reprodutivo
  • À proteção contra violência sexual
  • Ao atendimento em saúde de qualidade
  • Ao exercício de seus direitos sem discriminação ou julgamento

Informação é uma ferramenta de proteção.
Conhecer direitos ajuda meninas, famílias, educadores e profissionais a identificarem riscos e acessarem apoio.

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Materiais para informação e proteção

Cartilha para adolescentes

Informações sobre direitos, saúde sexual e reprodutiva e proteção.

Baixar a cartilha

Cartilha para famílias

Orientações para diálogo, acolhimento e proteção.

Baixar a cartilha

Cartilha para educadores

Conteúdos de apoio para prevenção, escuta e encaminhamento.

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Sofri violência sexual e engravidei. E agora, quais são os meus direitos?

Baixar a cartilha

Menina não é mãe.

Menina é criança.
É adolescente.

É uma pessoa em desenvolvimento e sujeito de direitos.
Enfrentar a gravidez na infância e na adolescência exige informação, proteção, acesso a direitos e ação coletiva.
Porque toda menina tem o direito de construir seu próprio futuro.

Onde buscar ajuda?

Se você ou alguém que conhece precisa de apoio, procure a rede de proteção.

  • Disque 100
  • Disque 180
  • Conselho Tutelar
  • Unidades de Saúde
  • CRAS e CREAS
  • Defensoria Pública
  • Delegacias Especializadas