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2 de julho de 2026 - Tempo de leitura: 2 minutos

A análise quantitativa baseia-se em dados originais de survey nacional com 1.500 jovens mulheres de 19 a 29 anos, utilizando técnicas de inferência causal (pareamento) para comparar jovens que passaram ou não pela experiência de gravidez na infância ou adolescência
Plan International Brasil
O estudo “Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil” investiga como a experiência da gravidez precoce influencia as trajetórias de vida de mulheres jovens em diferentes dimensões, como educação, trabalho, renda, saúde, autonomia e garantia de direitos. A pesquisa foi realizada pela Plan International Brasil com base em evidências quantitativas e qualitativas coletadas em todas as regiões do país.
O estudo reúne dados de uma pesquisa nacional com 1.500 mulheres de 19 a 29 anos e 50 entrevistas em profundidade, comparando trajetórias de mulheres que vivenciaram a gravidez na infância ou adolescência com aquelas que não passaram por essa experiência.
Os resultados mostram que a gravidez precoce está associada a maiores chances de evasão escolar, dificuldades de inserção no mercado de trabalho, redução da renda, sobrecarga de cuidados e menor autonomia ao longo da vida. A pesquisa também evidencia violações de direitos, acesso limitado à educação sexual e reprodutiva e maior vulnerabilidade a situações de discriminação e violência.
O estudo destaca ainda que esses impactos são agravados por desigualdades de gênero, raça, renda e território, afetando especialmente meninas e jovens em contextos de maior vulnerabilidade social.
As recomendações apresentadas defendem o fortalecimento de políticas públicas voltadas à educação sexual e reprodutiva, permanência escolar, proteção de direitos, saúde integral e autonomia econômica, para que meninas e jovens possam desenvolver seus projetos de vida com dignidade e oportunidades.
Conheça com mais detalhes a pesquisa sobre Gravidez na Adolescência: