20 de março de 2026 - Tempo de leitura: 2 minutos
Segundo a pesquisa Real Choices, Real Lives da Plan International:
1)Casamento infantil e gravidez precoce começam com normas de gênero rígidas
Meninas enfrentam pressões familiares e comunitárias para assumir papéis adultos cedo demais (cozinhar, cuidar, “ser responsável”) e isso abre caminho para uniões e maternidade precoces.

2) Falta de informação sobre sexualidade coloca meninas em risco
Muitas meninas relataram não receber informação adequada sobre corpo, saúde sexual ou reprodutiva. Isso contribuiu diretamente para:

3)Baixa autoestima e restrições de mobilidade reduzem poder de decisão
Com a chegada da puberdade, as famílias restringem a circulação das meninas: “não saia”, “não fale com meninos”, “não se exponha”.
Isso reduz:

4) Sobrecarga de cuidado empurra meninas para papéis adultos antes da hora
As meninas cuidam, em média, 5h15/dia — e algumas adolescentes chegam a cuidar 14h/dia quando têm irmãos pequenos. Esse acúmulo cria uma expectativa social de que elas “já são mulheres”, acelerando:

5) Onde há apoio familiar, meninas resistem
Nos contextos em que famílias estimulam:
as meninas adiam casamento, evitam uniões abusivas e têm melhor compreensão de direitos reprodutivos e sexuais.

6) Resistência existe, mas precisa ser fortalecida
A pesquisa mostra que muitas meninas resistiram a normas de gênero, mas de forma silenciosa, por medo de punição.
Com apoio, elas transformam essa resistência em:
