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Rayssa Leal, Rebeca Andrade e outras meninas vitoriosas nos Jogos Olímpicos inspiram a luta por uma sociedade mais igualitária

Conheça projetos da Plan que usam o esporte como forma de empoderamento e inclusão de meninas e mulheres

Rayssa Leal, Ana Marcela e Rebeca Andrade

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil parou para assistir ao desempenho de grandes meninas e mulheres, atletas de diferentes modalidades esportivas. A Olimpíada tem sido marcante para elas. Destaque para Rayssa Leal, que aos 13 anos foi a atleta mais jovem a subir no pódio olímpico ao conquistar a medalha de prata na modalidade skate street. Outra atleta que encantou o Brasil foi a ginasta Rebeca Andrade, de 22 anos, que conquistou duas medalhas: primeiro a prata no individual geral feminino e depois o ouro no salto. Estas Olimpíadas também são marcantes por incluírem a primeira atleta transgênero na história da competição.

Em entrevista após ganhar a medalha, Rayssa destacou que sua vitória é prova de que as meninas podem vencer em qualquer esporte. “No início, só minha mãe e meu pai me apoiavam. A gente saiu com a cara e com a coragem para poder estar aqui. Agora a gente está com uma medalha na mão e pode falar que o skate e qualquer esporte é para todo mundo. Podemos provar que não é só para meninos”, disse a skatista. Ela também afirmou que estava representando todas as meninas do Brasil.

Rebeca disse, em entrevista, que suas conquistas representam as vitórias das mulheres na sociedade. “Eu me sinto muito orgulhosa de mim, porque consigo representar todas as mulheres, a força da mulher e é muito gratificante mesmo porque as pessoas sabem como é difícil estar aqui. É muito esforço, muito trabalho dedicado e estou muito feliz por representá-las.”

Outras mulheres também se destacaram: Martine Grael e Kahena Kunze se tornaram bicampeãs olímpicas ao ganharem a medalha de ouro na classe 49er FX na vela. A judoca Mayra Aguiar ganhou sua terceira medalha de bronze em Jogos Olímpicos, consagrando-se como a melhor judoca brasileira de sua geração. Já Luisa Stefani e Laura Pigossi ganharam uma inédita medalha de bronze no tênis feminino. Na maratona aquática, a nadadora baiana Ana Marcela Cunha levou o ouro, coroando uma trajetória iniciada aos 16 anos nos Jogos de Pequim. A boxeadora Beatriz Ferreira também está na disputa por medalha de ouro na categoria peso-leve (até 60 kg).

 

O esporte e a igualdade

O esporte pode ser um excelente instrumento de promoção de igualdade de gênero. Na Plan International Brasil, o projeto La League usa o futebol para estimular o desenvolvimento de habilidades para a vida e o empoderamento econômico. “Usamos brincadeiras, esportes e o futebol como uma forma de aprendizagem experiencial. Isto significa que em nossas atividades esportivas as meninas experimentam emoções e praticam habilidades para a vida no campo, como trabalhar juntas em equipe, resolver problemas e construir relacionamentos saudáveis”, afirma Rossana Cintra, coordenadora de projetos da Plan.

Segundo Rossana, o fortalecimento da autoestima, o estabelecimento de metas e a comunicação assertiva necessárias no campo de futebol também podem ser utilizados na vida cotidiana. Ela acrescenta que, com o devido incentivo, as meninas tendem a ocupar cada vez mais lugares de destaque no esporte, o que contribui para uma mudança significativa na vida delas. “Elas têm a oportunidade de traçar outras rotas, quebrar ciclos de pobreza e desenvolver o seu potencial.”

Também baseado na prática esportiva, o projeto Líderes da Mudança foca especificamente na questão da busca pela igualdade de gênero. Por meio da metodologia Campeãs e Campeões da Mudança, meninos e meninas discutem sobre desigualdades e refletem sobre formas de tornar a sociedade mais igualitária.

“O esporte empodera as meninas na medida em que fornece ferramentas necessárias para o seu desenvolvimento, juntamente com atividades de habilidades para a vida, aumentando seu poder e sua consciência de tomada de decisões mais assertivas ao longo da sua trajetória”, afirma Rossana.

 

Participação de mulher trans é inédita

A participação de atletas transgênero em competições esportivas é um assunto que ainda gera muito debate. As regras que definem as condições para a participação de uma pessoa trans estão em constante evolução.

Apesar das controvérsias, os Jogos Olímpicos de Tóquio permitiram, pela primeira vez na história, a participação de uma mulher trans. A atleta Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, competiu na modalidade de levantamento de peso. A inclusão plena de atletas transgênero nas competições ainda está longe de ser atingida, mas trata-se de um primeiro passo muito importante.