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Instagram se une a meninas ativistas para lidar com o assédio on-line

A rede social vai trabalhar com a Plan International para dar início a uma série de reuniões on-line com meninas ativistas do mundo todo, inclusive do Brasil

O Instagram vai ouvir de um grupo de meninas ativistas de vários países como a plataforma pode lidar com o assédio on-line em colaboração com a Plan International. Insights também serão compartilhados com o Facebook e WhatsApp como parte dessa iniciativa.

As reuniões on-line da campanha Meninas Pela Igualdade, que estão sendo anunciadas neste 11 de outubro, Dia Internacional da Menina, contarão com um grupo de 15 jovens meninas ativistas.

Essas reuniões on-line darão às equipes de política e de produto do Instagram, assim como de outras plataformas do Facebook, uma oportunidade de ouvir diretamente as meninas sobre suas experiências vividas nas redes sociais, criando um diálogo sobre mais maneiras pelas quais as empresas podem continuar investindo na proteção de meninas contra intimidação e assédio.

As meninas participantes consultarão uma ampla rede de meninas e organizações da sociedade civil para oferecer ideias de milhares de meninas e jovens mulheres em todo o mundo. Esta iniciativa é um resultado do lançamento da pesquisa Liberdade on-line? – Como meninas e jovens mulheres lidam com o assédio nas redes sociais, que a Plan International realizou com 14 mil meninas em 22 países, inclusive Brasil, Estados Unidos, Benin e Índia, revelando que mais da metade das meninas (58%) foi assediada nas redes sociais.

As empresas de rede social encabeçam a lista de detentoras de poder que as meninas desejam que tomem medidas para combater o abuso, para além do governo, da polícia e de organizações da sociedade civil.

A pesquisa foi realizada como parte da campanha Meninas pela Igualdade, que luta por um mundo onde meninas e jovens mulheres, em toda a sua diversidade, possam ser líderes e moldar o mundo ao seu redor.

“O assédio e o abuso não têm lugar em nenhum aspecto de nossas vidas, mas a maioria das meninas nos contou que mensagens explícitas, insultos raciais, de vergonha do corpo e ameaças violentas são algumas das coisas pelas quais elas passam nas redes sociais”, afirma Anne-Birgitte Albrectsen, CEO da Plan International. “Quando o assédio acontece, é fundamental que existam formas eficazes de denunciá-lo. As reuniões on-line da campanha Meninas pela Igualdade darão àquelas que conhecem bem o problema, ou seja, as próprias meninas, uma chance de falar sobre como tornar isso realidade. Ao se engajar neste diálogo, o Instagram demonstrou que está ouvindo os pedidos das meninas para que tornem a plataforma mais segura. Este é um passo importante para fazer da rede social um espaço onde as meninas tenham poder e liberdade para se expressarem sem medo”.

“O abuso de mulheres na internet é um problema sério, que enfrentamos de várias formas – por meio de tecnologia que identifica e remove conteúdo potencialmente abusivo, aplicando políticas rígidas e conversando com especialistas e pessoas que sofrem assédio ou abuso”, diz Cindy Southworth, Chefe de Segurança da Mulher do Facebook. “Sabemos que este é um desafio particular e realmente valorizamos a oportunidade de trabalhar com a Plan International e ouvir diretamente as jovens

afetadas por esses problemas, para que possamos melhorar e garantir que sejamos uma plataforma onde as mulheres se sintam seguras.”

O grupo, que é composto por 10 ativistas das redes globais de jovens da Plan International e cinco representantes de organizações da sociedade civil, terá meninas do Japão, Brasil, Índia, Reino Unido, EUA, Espanha, Alemanha, Benin, Quênia e Filipinas.

Como parte da campanha Meninas pela Igualdade, a Plan International também está pedindo aos governos em todo o mundo que implementem leis específicas para lidar com a violência de gênero on-line e garantir que as meninas que sofrem com isso tenham acesso à justiça.