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Conversamos com Eliana Guimarães, que recebeu suporte da Plan na década de 1970, quando a ONG ainda não tinha um escritório no Brasil.

Projetos da Plan possibilitam que centenas de crianças tenham acesso a educação

Neste ano de 2022, a Plan International Brasil comemora 25 anos no país. Mas muito antes de desembarcar oficialmente por aqui, a Plan realizou ações no estado do Rio de Janeiro, na região de São Gonçalo, nas décadas de 1960 e 1970. Eliana Medeiros Eleuterio Guimarães, 50 anos, foi uma criança apadrinhada naquele momento. O apoio da Plan para Eliana e sua família começou em 1979, quando ela tinha apenas 6 anos. Durante quatro anos, até 1983, ela e um dos irmãos, Edinaldo, receberam bolsas de estudo que permitiram a eles estudar em uma escola particular até a então quarta série do Ensino Fundamental. “Sempre gostei de estudar. Ir para uma escola particular foi muito importante para mim, fez uma diferença enorme”, diz Eliana.

Ela também se lembra de algumas atividades realizadas com as crianças, como o teatro de fantoches. Sua madrinha a estimulava a estudar para que pudesse ter um futuro melhor. Por serem mais novos, outros três irmãos de Eliana e Edinaldo não conseguiram participar do projeto da Plan.

“Naquela época, nós também recebíamos leite e outros alimentos todos os meses. E também chegavam as cartas de nossos padrinhos, presentes de Natal. Ainda tenho algumas cartas guardadas na casa da minha mãe”

Eliana Medeiros Eleuterio Guimarães, apadrinhada pela Plan.

Ao término da bolsa de estudos, Eliana e Edinaldo voltaram para a escola pública. Ela concluiu o Ensino Médio realizando um curso técnico, mas não fez faculdade logo em seguida porque se casou aos 22 anos. Agora, com os filhos Rodrigo e Renan já adultos, retomou os estudos e faz faculdade de Ciências Contábeis.

Além de dar bolsas de estudo a crianças naquele momento, a Plan – que ainda se chamava Foster Parents Plan International – também construiu uma escola, financiada com recursos de padrinhos dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e da Holanda. O local ainda existe e hoje é uma escola municipal em Itaboraí chamada Cemei Foster Parents Plan. A área onde a escola fica também ficou conhecida como Plano dos Padrinhos.

Escola CEMEI Foster Parents Plan

Como funciona o apadrinhamento

Daquele tempo para cá, a dinâmica com padrinhos e madrinhas mudou. Atualmente, os recursos obtidos mensalmente com as doações são destinados à realização de programas e projetos para as crianças apadrinhadas, mas também para as comunidades onde elas vivem. Padrinhos e madrinhas continuam se correspondendo com as crianças por cartas e podem enviar presentes. Como pudemos ver com o caso da Eliana, o apadrinhamento tem resultados de longo prazo que permitem uma melhoria na qualidade de vida e mais oportunidades para as crianças. Agora, Eliana procurou a Plan porque também quer ser madrinha e fazer diferença na vida de uma criança.

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