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Parceria da Plan com Chocolates Baianí apoia projeto Down to Zero

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Parceria da Plan com Chocolates Baianí apoia projeto Down to Zero

A cada barra de chocolate com laranja vendida, R$ 1 será destinado ao projeto Down to Zero, que combate a exploração sexual infantil na Bahia

A Baianí, marca de chocolates Tree to Bar, agora é parceira da Plan International Brasil e destinará parte do valor arrecadado com a venda de seus produtos para o Down to Zero, projeto da Plan que combate a exploração sexual infantil na Bahia.

A partir de agora, consumidores que comprarem uma barra de chocolate 70% com raspas de laranja, o carro-chefe da marca, estarão destinando R$ 1 às atividades do projeto, que atua em Salvador, Camaçari, Ilha de Itaparica, Imbassaí e Praia do Forte.

Juliana Aquino, que lançou a Baianí ao lado do marido, Tuta Aquino, conta que vem de uma família que sempre atuou em projetos sociais e carrega uma grande preocupação com o bem-estar das crianças e jovens. Tanto que seu pai, cacauicultor na Bahia, fundou uma escola rural em sua fazenda.

Quarta geração em uma linhagem de cacauicultores, Juliana ficou por muito tempo afastada da atividade, mas voltou a cuidar da fazenda da família, no Vale Potumuju, em 2013. Junto com a busca pelo aperfeiçoamento do cultivo de cacau, veio a necessidade de fazer os próprios chocolates para acompanhar a evolução da qualidade da amêndoa. “Quando a gente começou a fazer chocolate, se apaixonou pela alquimia”, diz Juliana.

Ela observa que a própria filosofia do chocolate bean-to-bar ou “do grão à barra” – como é chamado o chocolate produzido com grãos de cacau de melhor qualidade e sem aditivos – engloba a preocupação com o social. A escolha de colaborar especificamente com o projeto Down to Zero se deu pela preocupação com a exploração sexual infantil. “Essa injustiça social me toca muito porque a gente enxerga essa realidade muito de perto na Bahia”, diz Juliana. “Me chama muito a atenção que existem pesquisas que mostram que nas áreas rurais, crianças que ficaram em casa porque as escolas estão fechadas sofreram vários tipos de abuso, inclusive sexual.”

Cynthia Betti, diretora executiva da Plan, ressalta que a Baianí compartilha de muitos valores com Plan no que diz respeito, por exemplo, à responsabilidade social, à sustentabilidade e à liderança feminina. “Mais importante do que o apoio financeiro é ganharmos um parceiro para ajudar a divulgar as causas que defendemos”, diz Cynthia.

No futuro, a Baianí também deve colaborar com o projeto Escola de Liderança para Meninas, abrindo a possibilidade de acolher meninas do projeto como aprendizes na área de gastronomia, segundo Juliana.

“No Brasil, as ONGs são muitas vezes desacreditadas. Trabalhar com uma ONG como a Plan é um privilégio porque temos a segurança de que o dinheiro vai ser realmente revertido para o projeto”, diz Juliana.

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