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Educação financeira para crianças e adolescentes no cotidiano

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27 de julho de 2026 - Tempo de leitura: 2 minutos

Com a entrada cada vez mais precoce de jovens no sistema bancário, o entendimento sobre finanças deve começar na infância, com apoio da família, da escola e de iniciativas sociais

São Paulo, julho de 2026 – Falar sobre dinheiro ainda pode ser um tabu em muitas famílias. No entanto, a presença cada vez maior de adolescentes e jovens no universo bancário acende um alerta sobre a importância de preparar esse público para tomar decisões mais conscientes, seguras e planejadas ao longo da vida.

De acordo com dados do Banco Central, o número de jovens entre 15 e 24 anos com conta em banco passou de 18 milhões para 26 milhões entre 2019 e 2026, impulsionado, entre outros fatores, pela expansão dos bancos digitais e pela oferta de produtos voltados ao público infantojuvenil.

Esse cenário amplia o debate sobre como crianças e adolescentes se relacionam com o consumo, a poupança, e a segurança no ambiente digital. Mais do que abrir uma conta ou usar um cartão, a orientação adequada pode contribuir para que escolhas cotidianas, como gastar, guardar, ou planejar, sejam compreendidas dentro de um projeto de vida.

Para Isabela Pronsate, especialista em Empoderamento Econômico da Plan Brasil, a formação para lidar com recursos não começa necessariamente pelos valores monetários, mas pela compreensão de como as finanças estão na rotina das famílias, da comunidade e dos próprios adolescentes.

“Quando o tema é trabalhado desde cedo, crianças e adolescentes passam a reconhecer que cada escolha tem impacto no presente e no futuro. Falar sobre consumo consciente e planejamento é também falar sobre autonomia, proteção e construção da saúde financeira”, afirma Isabela.

A Plan Brasil possui um histórico de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, finanças e empreendedorismo social. Entre elas está o Projeto Geração, implementado entre 2014 e 2022 em Codó, São Luís, Teresina e Recife, com foco em crianças, adolescentes e jovens de 11 a 16 anos. A iniciativa trabalhou temas como consumo consciente, orçamento doméstico, formas de poupar, tomada de decisão e projetos de futuro, impactando mais de 3 mil participantes de forma direta e 7 mil indiretamente.

“Nosso objetivo é que meninas e meninos consigam conectar o aprendizado financeiro à realidade em que vivem. Quando entendem como planejar, priorizar e fazer escolhas, eles fortalecem sua capacidade de sonhar, construir trajetórias mais seguras e compartilhar esse conhecimento com suas famílias e comunidades”, complementa a especialista.

Mais recentemente, a organização também realizou o lançamento do programa “Livres para aprender”, uma que proposta combina proteção, habilidades socioemocionais e educação financeira como estratégias para fortalecer a permanência escolar e o desenvolvimento integral de meninas e meninos entre 7 e 11 anos das comunidades de Codó(MA), São Luis (MA) e Teresina (PI).