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Assine nossa carta aberta e ajude as meninas a exigir mais segurança nas redes sociais

Tempo de leitura: 3 minutos

Parte da campanha Conectadas e Seguras, carta escrita por meninas pede que plataformas se aliem a elas na luta contra o assédio on-line 

No mês em que celebramos o Dia Internacional da Meninaa Plan International quer trazer para o centro do debate o assédio e o abuso que meninas e jovens mulheres enfrentam nas redes sociais, porque isso silencia suas vozes e se torna uma barreira para seu pleno desenvolvimento e liderança. A pandemia de COVID-19 vem influenciando cada vez mais as nossas vidas e o isolamento social tem aumentado o acesso à Internet em todo o mundo, por isso acreditamos que é fundamental e urgente falar sobre esse assunto. 

No dia 5 de outubro, lançamos a pesquisa Liberdade On-Line? Como meninas e jovens mulheres lidam com o assédio nas redes sociais, um report que revela como as adolescentes enfrentam os diversos tipos de violência online, e que levanta um questionamento: como as plataformas de redes sociais podem aprimorar seus mecanismos de denúncia de forma a garantir um ambiente mais seguro e saudável para nossas meninas? 

Para que atitudes concretas sejam tomadas em relação ao assédio on-line, convidamos você a assinar uma carta aberta escrita por seis meninas que representam as 14 mil participantes da pesquisa e destinada às principais redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter e Tik TokNosso objetivo é reunir milhares de assinaturas para que possamos amplificar a voz das meninas e fortalecer o pedido por mudanças imediatas. Por isso, compartilhe a carta com seus amigos, amigas, família e divulgue nas suas redes sociais! 

 A carta está disponível, em inglês, no site plan-international.org/sign-the-letter até o dia 10 de dezembro (data final dos 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero). Coletaremos assinaturas globalmente para que, posteriormente, nossos escritórios possam utilizar a carta nas ações de incidência política em nível nacional junto às plataformas de rede social. 

A carta terá o formato de um convite aberto – será uma chamada positiva para que as empresas trabalhem junto com as meninas para encontrar soluções. Confira abaixo o texto da carta em português: 

 

CARTA ABERTA  

Prezados Instagram, Facebook, TikTok Twitter, 

Nós representamos as 14.000 meninas de 22 países que conversaram com a Plan International sobre o assédio que sofremos nas redes sociais. Pedimos urgentemente que vocês trabalhem conosco para acabar com o assédio e o abuso online em suas plataformas. 

Amamos suas plataformas, elas estão presentes em grande parte do nosso dia a dia. Nós as utilizamos não  para nos conectar com amigas/os, mas para liderar movimentos e promover mudanças na sociedade. Mas elas não são seguras para nós. Lá, nós somos perseguidas e assediadas TODOS OS DIAS. 

Somos fisicamente ameaçadas, agredidas racialmente, assediadas sexualmente e envergonhadas por termos os corpos que temosA violência online é grave: ela causa danos reais e silencia as nossas vozes. 

À medida que esta pandemia global influencia as nossas vidas no mundo virtual, nós meninas corremos mais riscos do que nunca.  

Vocês sabiam que 50% de nós enfrentamos mais assédio online do que nas ruas? E que, em consequência disso, 42% de nós perdemos a nossa autoestima ou confiança? 

A violência online molda a nossa identidade quando nos diz que há algo de errado com o nosso jeito de ser: Das meninas que foram assediadas, 37% de uma minoria étnica disseram que são assediadas por causa de sua etnia ou raça. E 56% das meninas que são LGBTQIA+ e sofreram assédio disseram que são assediadas por causa disso. 

Muita gente fala se vocês não conseguem lidar com o assédio, então não deveriam estar nas redes sociais. Isso é muito problemático e não é justo. Não deveríamos ter que suportar caladas e nos encolher sob um sistema injustoO mundo precisa parar de normalizar a violência online. 

Sabemos que muitos de vocês estão tomando medidas para tornar suas plataformas mais seguras  isso é incrível, obrigada! 

Mas, neste momentoisso ainda não é o suficiente. 

Nós, meninas, em toda a nossa diversidade, precisamos ter certeza de que, se formos abusadas e ameaçadanas redes sociais, poderemos denunciar os/as agressores/as que vocês tomarão medidas concretas em relação a isso.

O que a gente propõe? Sejam nossas/os aliadas/osFalem conosco! Ouçam as nossas experiências! Trabalhem junto com a gente para criar mecanismos de denúncia de violência ainda mais fortes, que atendam às necessidades das meninas e responsabilizem os/as culpados/as. 

A hora de agir é agorapara que as meninas estejam sempre #ConectadasESeguras #FreeToBeOnline 

Aguardamos o seu contato! 

Atenciosamente,
Zahra, 17 anos, Finlândia
Madjidath, 20 anos, Benim
Yande, 16 anos, Zâmbia
Neha, 18 anos, Nepal
Deisy, 18 anos, Colômbia 

Sessi, 22 anos, Benim