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Aprender e Proteger e Escola de Liderança para Meninas recebem selo da Prefeitura de SP pela promoção dos direitos humanos

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Projetos foram reconhecidos nas categorias infância e adolescência e transversalidades

Os projetos Aprender e Proteger e Escola de Liderança para Meninas foram reconhecidos com o Selo de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. A cerimônia de premiação ocorreu em 9 de dezembro, na Câmara Municipal de São Paulo, com a presença de representantes dos projetos e das empresas apoiadoras.

O Selo de Direitos Humanos está em sua 5ª edição e visa incentivar organizações públicas, privadas e do terceiro setor a aprofundarem as iniciativas que visam a inserção das pessoas no mercado de trabalho como forma de promover a igualdade de direitos. O Selo tem 12 categorias: igualdade racial, pessoas imigrantes, juventude, LGBTI, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, pessoas idosas, pessoas privadas de liberdade e egressas, povos indígenas, transversalidades, e infância e adolescência.

“Termos projetos como o Aprender e Proteger e o Escola de Liderança para Meninas reconhecidos é motivo de muito orgulho para nós, ainda mais nesse momento em que celebramos os 25 anos de atuação da Plan International no Brasil”, ressalta Cynthia Betti, Diretora Executiva da Plan International Brasil.

Aprender e Proteger

O foco do Aprender e Proteger é empoderar meninas e mulheres, enfrentando a violência e combatendo a evasão escolar. Assim, a iniciativa trabalha com 143 meninas e 80 meninos, que vivem nas regiões centrais da capital paulista, sendo muitos deles imigrantes e refugiados.

Por meio do projeto, jovens recebem formação sobre prevenção de violência sexual e de gênero, e sobre empoderamento feminino. As meninas também participam de um programa de mentoria realizado em seis encontros para tratar dos planos para o futuro, o cotidiano escolar e os sonhos, com bolsa-auxílio de R$ 500 para transporte, roupas, calçados e compra de materiais escolares. Adolescentes imigrantes ainda recebem curso de aperfeiçoamento de português com carga horária de 45 horas.

A iniciativa já alcançou 1.469 beneficiários diretos, uma vez que o trabalho também oferece apoio a 1.046 famílias de 23 nacionalidades que recebem vale-alimentação no valor de R$ 680, em três parcelas, e participam de encontros mensais conduzidos em português e em espanhol para sensibilização sobre o direito à educação e a prevenção de violência sexual e de gênero. Escolas também abrem as portas para a realização de campanhas e intervenções lúdicas sobre os temas. “Realizamos formações com profissionais da saúde, assistência social e educação, que atuam em diferentes serviços no município de São Paulo e de outras regiões”, afirma Iará Simis, gerente de projetos da Plan em São Paulo.

O projeto ainda contempla seminários com servidores públicos de diferentes áreas. O Aprender e Proteger tem o apoio da Beiersdorf, dona de marcas como NIVEA e Eucerin, por meio de seu Programa de Ajuda Global “Care Beyond Skin” (Cuidado Além da Pele), e da contribuição imprescindível de 20 organizações parceiras que atuam nas subprefeituras da Sé e da Mooca, e que ajudam na seleção das famílias participantes do projeto e no compartilhamento dos espaços para os encontros.

Escola de Lideranças para Meninas

Desenvolvido em parceria com o grupo Barilla, o Escola de Liderança para Meninas Express foi implementado em oito comunidades rurais de Teresina, no Piauí, entre fevereiro e maio de 2022, com o objetivo de apoiar as meninas de 14 a 19 anos para que adquiram conhecimentos, adotem atitudes e práticas alinhadas com a liderança, a igualdade de gênero e os direitos das meninas, abrangendo suas identidades (racial, de gênero, sexualidades, entre outras). A iniciativa também visa que as meninas possam criar pontes para que se tornem confiantes e capazes de enfrentar as mudanças que ocorrem durante a puberdade e a adolescência, especialmente em seu período menstrual. O projeto alcançou 160 meninas por meio de oficinas socioeducativas. Foram cinco encontros de duas horas de duração, somando uma carga horária total de 10 horas. As formações abordaram empoderamento feminino, direitos, responsabilidades e saúde menstrual, além de gênero que é um tema transversal a todas as oficinas. Ao longo das oficinas, as meninas criaram braceletes para que tenham maior controle sobre seu ciclo menstrual

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