A revolução das meninas | Plan Brazil Pular para o conteúdo principal

A revolução das meninas

A Escola de Liderança para meninas tem o objetivo de despertar o potencial de meninas para transformar o mundo através da incidência política.

A Escola de Liderança para Meninas nasce com base na perspectiva de gênero e tem como foco o empoderamento com o objetivo de reverberação em incidência política.

Um passo importante para a realização do projeto, entretanto, foi reconhecer que, em consequência dos processos  de socialização de gênero que compõem a formação de meninos e meninas,  as meninas recebem poucos insumos e informações para desenvolverem suas habilidade de liderança e participação social e política.

O principal objetivo do projeto da Escola de Liderança para Meninas é oferecer repertórios e insumos para que as meninas consigam aprender o que significa ser menina, o que significa ser mulher, e, principalmente, que elas reconheçam seu potencial. Pois, apenas  através do reconhecimento do seu papel enquanto sujeitas das suas histórias e da história do mundo, é que elas poderão tomar ciência das suas possibilidade de atuação nesse mundo.

A Plan International Brasil acredita que a construção dessa percepção das meninas enquanto sujeitas é um importante elo para fortalecer suas identidades e reconstruir seus imaginários sobre o papel das meninas e das mulheres na sociedade.

Através do conhecimento das histórias das mulheres, dos movimentos das mulheres e sobre a história de vida de outras meninas é que as atividades propostas nas programações da Escola de Liderança pretendem demonstrar que, do seu lugar de meninas, elas também podem transformar suas realidades e provocar mudanças nesse mundo.

"O nosso sonho é que as meninas possam conhecer espaços de participação e incidência política e possam começar a participar e incidir hoje e que, principalmente, comecem a construir esse repertório pra uma atuação enfática no futuro e, para que elas percebam que lugar de menina é em qualquer lugar, seja nos grêmios estudantis, na câmara de vereadores, do senado, ou na presidência de grandes empresas, ou do país", explica Viviana Santiago, Gerente de Gênero da Plan International Brasil.  "Não é por ser menina que elas não possam estar aqui, ou ali, mas, sim que elas consigam dominar esse repertório de lugares onde elas possam estar, assim como possam entender quais são os lugares que ela pode estar, que é qualquer lugar que ela queira. Inclusive, que elas não precisam ser a vereadoras pra participar, mas, que podem estar nos espaços de controle social também contribuindo para os desenvolvimentos das políticas", complementa Viviana.

O currículo da Escola de Liderança para Meninas é composto por diversas temáticas, onde as meninas possam aprender sobre direitos, sobre os espaços de controle social, sobre o que que acontece em cada um desses espaços permitindo que as meninas possam se reconhecer nesses espaços.

O projeto também tem foco no processo de incidência dentro dos ambientes de garantidores de direito de cada localidade das meninas participantes da Escola. A ideia é fazer o movimento em duas vias, sensibilizando também os representantes políticos pra necessidade de engajarem as meninas nesses processos. "Esperamos que, terminando o projeto, as meninas tenham interiorizado todos esses conteúdos e essas vivências e passem a participar ativamente. Essa é a noção de poder que a gente deseja passar para elas, da nossa capacidade de participar e incidir sobre os processos que envolvem a nossa vida no nível pessoal, no nível familiar, no nível comunitário e planetário, inclusive", conclui Viviana Santiago.

Todas as vezes que uma menina se sentir capaz e participar, ela estará exercendo o poder. Mas, para saberem como e onde podem participar, precisam conhecer os espaços de participação e, esse é o ponto central da Escola de Liderança para Meninas. O projeto traz essa contribuição e o resultado esperado é que, a partir dessa nova consciência as meninas comecem a construir um outro olhar sobre si e sobre os lugares em que podem estar. Seja na escola, seja nos municípios ou nos bairros, que comecem a participar e continuem em processo de amadurecimento acreditando que o campo da participação política é um campo para as todas as meninas.