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#MeninasPelaIgualdade

25 Novembro 2018
Campanha da Plan International é parte do movimento mundial 16 Dias de Ativismo, organizado pela ONU, entre 25 de novembro e 10 de dezembro

Todos os dias, mulheres de todas as partes do mundo enfrentam múltiplos desafios a sua liberdade. Isso pode estar no simples fato de andar por sua comunidade ou até de usar a internet. O medo da discriminação e da violência as impede de expressar o que pensam. O medo cala suas vozes.

Meninas e mulheres deveriam ser livres para viver e dar suas opiniões sem a ameaça de violência e assédio. Para isso, precisam de ambientes seguros e mais segurança digital para se reunirem, se mobilizarem e defenderem mudanças.

De 25 de novembro a 10 de dezembro, o mundo todo se reúne na campanha 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma oportunidade para pessoas e organizações despertarem a atenção para a prevenção e a eliminação da violência contra mulheres e meninas. A campanha acontece desde 1991, sempre nas mesmas datas. Neste ano, a Plan International Brasil traz à tona a campanha #MeninasPelaIgualdade.

No Brasil, dados do IBGE apontam que as mulheres são maioria entre as pessoas que acessam a internet, com 54,7% (IBGE-2014). Isso, no entanto, não significa segurança. Dados do estudo Indicadores Helpline: atendimentos sobre violações de direitos humanos na internet, realizado pela SaferNet em 2017, apontaram que entre as cinco principais violações sobre as quais as pessoas pedem ajuda, três têm raízes discriminatórias em que as mulheres são a maioria das vítimas. São temas como intimidação, discriminação, ofensa, exposição íntima e conteúdos de ódio.

No mundo, o assédio online contra meninas e mulheres está mais frequente. Oito a cada 10 jovens nas Filipinas correm risco de abuso sexual ou bullying pela internet. Na Suécia, mais da metade das meninas já recebeu algum contato com fins sexuais de um adulto. Em Kampala, na Uganda, 45% das mulheres já foram assediadas ou ameaçadas online. Em Nairóbi, no Quênia, foram 21%.

Nas ruas das cidades, o contexto não é diferente do virtual. A pesquisa Unsafe in the City (Inseguras nas Cidades), realizada pela Plan International em Madri (Espanha), Délhi (Índia), Kampala (Uganda), Lima (Peru) e Sydney (Austrália), mostrou que as cidades não são ambientes seguros para meninas e mulheres jovens. Nas ruas e no transporte público, elas se sentem desconfortáveis, inseguras e intimidadas pelo simples fato de serem mulheres. A origem dessa insegurança vem também do comportamento masculino e não apenas da falta de segurança pública ou até da falta de iluminação em seus trajetos.

O assédio é mais frequente em terminais de transporte coletivo, estações de trem e paradas de ônibus e acontecem em qualquer horário do dia. A certeza da impunidade é tão marcante que a maioria sequer presta queixa às autoridades. Essa indiferença e falta de atitude das autoridades e da sociedade como um todo leva muitas meninas e mulheres a acreditar que a culpa pelo assédio ou abuso é delas. Muitas meninas chegam a abandonar a escola ou o trabalho por não conseguir chegar aos locais com segurança.

Dados brasileiros do Instituto Maria da Penha apontam que a cada 2 segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no país. A cada 6 segundos há um assédio contra mulheres no transporte público, sendo que as formas mais comuns são assobios, olhares insistentes, comentários de cunho sexual e xingamentos.

A Plan luta para que todas as meninas e mulheres tenham voz.

#OuçaaMinhaVoz
#MeninasPelaIgualdade