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AstraZeneca e Plan International Brasil lançam Programa Adolescente Saudável em São Paulo

25 Março 2018
Programa tem foco na prevenção de comportamentos de risco que levam doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs) em jovens das comunidades do Capão Redondo e Grajaú 

A AstraZeneca, biofarmacêutica global, e a organização não-governamental Plan International Brasil, promoveram no último dia 27 de março, o lançamento do Programa Adolescente Saudável em São Paulo. O Programa é destinado a jovens de 10 a 24 anos em situação de vulnerabilidade social nas comunidades do Grajaú e Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista, e visa sensibilizá-los sobre os comportamentos de risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), para que desenvolvam hábitos saudáveis, de modo a prevenir o desenvolvimento destas na vida adulta. Entre as temáticas abordadas, estão o tabagismo, uso nocivo do álcool, sedentarismo, alimentação não-saudável e doenças sexualmente transmissíveis. 

Para Jorge Mazzei, Diretor de Relações Corporativas, Regulatório e Acesso ao Mercado da AstraZeneca Brasil, a implementação do programa em São Paulo é um marco para a mobilização em torno de questões fundamentais de saúde que afetam os jovens na cidade. “Após o êxito do projeto no Maranhão, envolveremos as comunidades do Grajaú e Capão Redondo em uma rede de conscientização e ação, focando em fortalecer a qualidade, prestação de serviços de saúde e o empoderamento dos jovens para o cuidado em relação à própria saúde, bem como a de seus pares” explica o executivo.

Em suas duas primeiras fases no Maranhão, estado com menor índice de desenvolvimento humano (IDH) do país, o PAS beneficiou mais de 97 mil jovens em cinco municípios do estado, e marcou um passo significativo na melhoria dos serviços de saúde para jovens por meio da revisão da Política de Saúde do Adolescente pela Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão. As revisões incluíram conteúdo sobre identidade, gênero, gravidez precoce, informações sobre métodos contraceptivos e doenças não transmissíveis.

As ações em São Paulo serão implementadas até o ano de 2020, e a previsão é que mais de 40 mil jovens sejam beneficiados diretamente por meio das atividades, que serão focadas em quatro estratégias principais:

  • empoderamento dos jovens com foco na adoção de hábitos positivos sobre a própria saúde
  • mobilização da comunidade por meio de relacionamento com líderes comunitários, professores e pais
  • fortalecimento dos serviços de saúde, tornando-os mais amigáveis para os adolescentes
  • estabelecimento de parcerias com stakeholders para influenciar políticas públicas nas questões centrais de saúde e de gênero para adolescentes, contanto com o protagonismo dos adolescentes formados nessas ações.

Paralelamente, o programa também  promoverá uma campanha de mídia para sensibilização em torno das temáticas do projeto.  Ao todo, o PAS pretende beneficiar cerca de 700 mil pessoas durante todo o projeto.

“A Plan International Brasil está feliz em poder ampliar as ações de um projeto tão impactante como esse, através da parceria com a AstraZeneca e o poder público, e contribuir para o desenvolvimento saudável da juventude promovendo a participação autêntica dos jovens no processo de transformação de suas comunidades” relata Gabriel Barbosa, Diretor Executivo Interino da Organização Não Governamental.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 49% das mortes por doenças crônicas não-transmissíveis no Brasil ocorrem antes dos 70 anos¹. Além disso, as DCNTs representam 19,4% das mortes em pessoas com idades entre 30 e 70 anos no país². Dados da OMS mostram ainda que jovens que crescem em comunidades economicamente empobrecidas, vivendo com maior sensação de vulnerabilidade e menos capital social, estão mais predispostos a complicações de saúde como a hipertensão, diabetes, fumo, uso indiscriminado do álcool e a comportamentos sexuais de risco. “O PAS busca garantir que adolescentes e jovens desenvolvam plenamente seu potencial, para isso, agir precocemente desempenha um papel fundamental na determinação da saúde e do bem-estar dos mesmos no futuro” finaliza o executivo.

Referências

¹ http://www.who.int/gho/ncd/mortality_morbidity/ncd_premature/en/  
²World Health Organisation, Noncommunicable Diseases Country Profile, WHO, 2014.
³Marshall BD, Astone N, Blum R, et al. Social capital and vulnerable urban youth in five global cities. J Adolescent Health 2014;55:S21e30.